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Evento com formato inovador, totalmente gratuito, o 3º Fórum Integrativo Confebras – Digital iniciou nesta quarta-feira (dia 11) com a participação de mais de 1 mil pessoas. Na abertura do FIC- Digital, Kedson Macedo, presidente da Confebras (Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito), deu as boas-vindas ao público e convidou ao palco digital o primeiro palestrante, Márcio Lopes de Freitas, presidente da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras). “É com imenso orgulho e grandes expectativas que abrimos esta edição digital do Fórum Integrativo”, afirmou Kedson.

Ao discorrer sobre o tema “O papel do Cooperativismo de Crédito na promoção da Justiça Financeira”, Freitas destacou que a pandemia acelerou um processo de mudanças almejado pela sociedade, e que já vinha ocorrendo no Cooperativismo de Crédito. “Pesquisas mostram, por exemplo, que 62% da população quer comprar de empresas que estão empenhadas em fazer o bem, que têm compromisso com a justiça social. São mudanças de consumo impulsionadas pela pandemia, que exigem um modelo inclusivo e colaborativo, e que vem ao encontro da essência do cooperativismo”, assinalou.

De acordo com Freitas, é nos momentos de crise que o cooperativismo financeiro demonstra sua capacidade de resiliência, de ocupar espaços no mercado e de conquistar pessoas. “A presença de cooperativas incrementa o PIB per capita em 5,6%. Quer mais justiça social do que isso?”, perguntou. O cooperativismo fomenta ainda o desenvolvimento econômico, trazendo mais justiça social. Um exemplo é o movimento cooperativo agrícola, que participa intensamente do PIB brasileiro, representando 53% do total da produção agropecuária do País”, destacou.

Freitas ainda ressaltou que o desempenho das cooperativas frente às crises se deve a uma característica essencial, que é a de cultivar a confiança. “Existe uma crise de confiança no mundo, as pessoas não acreditam mais nos governos, que por sua vez não conseguem mais atender às necessidades delas. E isso esfria investimentos e impacta na geração de emprego, de renda, no consumo e aumenta o risco de crise global. Ou seja, se quisermos aumentar a renda per capita e proporcionar mais felicidade às pessoas, precisamos melhorar o índice de confiança. E as cooperativas de crédito são uma grande ferramenta para atingir este objetivo”, frisou.

Em seguida, o presidente da Confebras e anfitrião do evento, complementou: “A justiça financeira e social é um grande desafio, mas temos um movimento organizado, que nos dá muita confiança para trilhar este caminho de sucesso”.

A nova economia

Um novo mundo em que o “egossistema” dá lugar ao ecossistema, no qual palavras como compartilhamento, cuidado, criatividade e confiança são muito mais do que conceitos e, sim práticas reais. Esta foi a base da palestra da convidada Ligia Zotini, pesquisadora, pensadora de cenários futuros e fundadora do Voicers e TEDx Speakers. Ao tratar do tema “Novas Economias e o Mapa de Transição para o Futuro”, Ligia traçou um panorama sobre como as novas tecnologias irão impactar sobre nossos conhecimentos.

Explicou os dois momentos da economia – a Hard Economy, que emergiu com a Revolução Industrial, com suas cadeias hierárquicas rígidas, papéis definidos e pouca possibilidade de criação. Na Soft Economy já em curso, o cenário é outro: a experiência digital moverá os negócios. “ E a pandemia acelerou e muito esta nova realidade, que iria acontecer no prazo de cinco anos”, ponderou. O caminho agora serão os 4D´s, segundo Ligia: digitalizar, desmaterializar, democratizar e disromper.

Ao final da sua apresentação, abordou as tecnologias imersivas possíveis a partir da implantação do sistema 5G também no Brasil. Por meio de gigantes como o Google e Amazon, em breve usuários estarão usufruindo de forma cada vez mais democrática a ferramentas digitais. Óculos para expansão da consciência, equipamentos para a medição de ondas cerebrais durante uma sessão de meditação ou a transmissão de pensamentos com base em chips ainda farão parte da nova realidade. O teletransporte em trens com velocidade de 1.200 quilômetros por hora para minimizar o tempo do percurso de longas distâncias igualmente foi apresentado pela palestrante, assim como o computador quântico projetado pela IBM para processar um número espetacular de informações e acelerar estudos sobre a cura de doenças, sobre mudanças climáticas, apenas para citarmos alguns exemplos. No final, Ligia fez um alerta e uma recomendação: “Conheça a si mesmo, senão o algoritmo vai”.