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Desde 2011, o Dia da Consciência Negra é celebrado oficialmente no Brasil em 20 de novembro, a partir da Lei 12.519. Escolhida em menção ao dia da morte de um dos maiores líderes antiescravagistas do Brasil, Zumbi, esta data é uma oportunidade de reflexão sobre a importância do povo e da cultura africana na construção e formação do Brasil. Além disso, a consciência e a inclusão de pessoas negras têm ganhado cada vez mais espaço na sociedade e nos ambientes corporativos. E no cooperativismo não é diferente.

Para falar um pouco sobre esta importante questão, dentro da série ConectCoop, a Confebras convidou três profissionais negras que discorrem com grande determinação sobre o tema. Divani Ferreira de Souza Matos, analista da Gerência de Desenvolvimento Humano do Sescoop Nacional, aborda o cenário atual e as oportunidades que ainda podem ser desenvolvidas nesse campo. Segunda ela, “há ainda um longo caminho a ser percorrido para que a pauta ganhe centralidade e relevância, principalmente quando falamos em diversidade racial. Para falarmos de inclusão, precisamos nos comprometer com este assunto e dar passos mais firmes e incisivos de forma intencional e planejada”, analisa. Independente do segmento em que as empresas atuam, a diversidade é benéfica para todos, como afirma a analista do Sescoop Nacional. “Empresas com alto índice de diversidade têm 35% a mais de chances de alcançar resultados acima da média”, pontuou. No ambiente cooperativista, ela lembra dos princípios que norteiam o setor, enfatizando que os valores humanos da igualdade, da justiça e do respeito estão no DNA das cooperativas.

A contadora e gerente de Contabilidade do Sicoob-SC/RS, Camila Nicolau, há 19 anos atuando em Santa Catarina, em seu vídeo reconhece que a educação de qualidade é que faz diferença nas oportunidades para os negros. “Somos todos iguais e temos toda a capacidade e todo o conhecimento para mostrar a nossa força para contribuir com qualquer instituição do Brasil”, afirma.

Por sua vez, Renée Sattiewhite, presidente-CEO da Coalizão Afro-Americana de Cooperativas de Crédito, citou que “todas nós, mulheres negras dos Estados Unidos, sabemos bem a dificuldade que as mulheres enfrentam no universo das cooperativas de crédito em conquistar igualdade salarial, em receber produtos e serviços que sejam destinados a ajudar a população negra a tornar-se melhor, a ter maior acessibilidade”. Apesar das diferenças ainda presentes no ambiente profissional, ela diz-se encorajada porque há organizações como a Global Women’s Leadership Network que ajudam mulheres a se unirem e a proporcionarem irmandade na ajuda de aumento de capacitação. “Sinto-me encorajada porque estamos aprendendo a negociar melhores salários e maiores recompensas”, reflete.

Embora o Dia da Consciência Negra não esteja incluído no calendário de feriados nacionais, atualmente são mais 800 municípios brasileiros que comemoram esta data.

Confira abaixo os vídeos produzidos especialmente para a Confebras.