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Entramos no segundo ano da pandemia e constatamos, mais do que nunca, o quanto as cooperativas têm movimentado suas bases para apoiar seus cooperados nesse período difícil. E estou falando em todos os sentidos. Mobilizaram recursos para adquirir e doar cestas básicas, material de higienização e outros produtos para famílias em vulnerabilidade social, além de fornecer EPI, equipamentos e insumos médicos para hospitais da comunidade. Foram ágeis em atualizar suas plataformas digitais e de atendimento online e decisivas na adesão aos programas de Governo para acudir pequenos e médios empresários. É na crise que o movimento avança e contribui para a proteção e prosperidade da sociedade brasileira.

Vivemos na Sociedade da Informação, essencialmente informatizada e comunicacional, que evolui principalmente pelos avanços da microeletrônica, tecnologia da informação e multimídia. Adquirir, armazenar, processar e disseminar informações são as metas básicas desse sistema. Aquilo que não se consome como “informação” é desconhecido e relegado a segundo plano. As empresas modernas estruturam suas informações, as disponibilizam para acesso rápido e fazem delas parcela significativa do valor agregado ao seu negócio.

O Cooperativismo de Crédito ainda é pouco conhecido da sociedade brasileira. Temos atualmente 12,8 milhões de associados, sendo 10,9 milhões pessoas físicas, para uma população total de 212 milhões de habitantes, segundo dados recentes do IBGE.

Grande parte desse “desconhecimento” deve-se ao fato de que, até o momento, as entidades responsáveis pelo fortalecimento institucional do Cooperativismo de Crédito não terem materializado ações intercooperativas que comuniquem seus valores, princípios e benefícios. Algo semelhante ao que o setor do agronegócio fez, de forma exitosa, com a campanha nacional “Agro é tech, agro é pop”, veiculada na grande mídia.

Mas também temos muito a mostrar. Os números do Cooperativismo de Crédito, especialmente na última década, são eloquentes e têm ganhado força e dinamismo, com o avanço de suas bases de atendimento em regiões longínquas do País, na contramão da atuação das instituições financeiras tradicionais.

Contribuindo com iniciativa concreta para divulgar o setor a todos os brasileiros, a Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito criou e disponibiliza, a partir deste mês de abril, a plataforma online BureauCoop. Trata-se de um sonho antigo, cujas bases foram lançadas em novembro de 2020, em evento comemorativo aos 34 anos de fundação da entidade.

Na prática, o BureauCoop é um repositório completo de dados que democratiza o acesso às informações numéricas e geográficas sobre quantidade de associados, ativos, carteira de crédito, depósitos, unidades de atendimento e outros tópicos para quem almejar conhecer o setor.

Responsivo, dinâmico e intuitivo, o novo site tem como base a tecnologia de Business Intelligence e traz os dados de todo o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo – SNCC a partir das informações disponibilizadas regularmente pelo Banco Central do Brasil. Uma ferramenta ideal para a pesquisa de docentes, estudantes, prefeitos, lideranças cooperativistas, associados e a imprensa, que obtêm em um único endereço e em bases confiáveis informações numéricas e em infográficos que são uma verdadeira radiografia setorial.

Na nova versão da plataforma constam séries históricas, com os principais números do setor. E ainda os dados para possibilitar a análise das cooperativas independentes, das estruturas sistêmicas às quais as cooperativas singulares estão vinculadas, a visão particular das cooperativas centrais e informações que apontam os portes financeiros, além dos rankings com as 10, 20, 30, 50 e 100 maiores instituições financeiras cooperativistas, no Brasil.

Outra novidade é o Mapa Interativo, painel sobre a rede de atendimento do Cooperativismo Financeiro, contendo a localização e a densidade das unidades de atendimento integrantes do SNCC. Ou seja, de forma geral ou específica, será possível obter todas as informações a respeito do SNCC em vários níveis granulares de forma rápida, fácil e segura.
Agregar ferramentas de inteligência é um dos caminhos para que o cooperativismo financeiro realize sua importante missão de estímulo à economia e de levar prosperidade aos associados. Como entidade suprassistêmica, a Confebras sente-se honrada em oportunizar essa plataforma de amplo espectro para que os brasileiros degustem e se apaixonem por este movimento transformador de pessoas e comunidades.

Convidamos a todos para acessarem o endereço bi.confebras.coop.br para conhecer a dimensão tomada pelo ramo Crédito no movimento cooperativista nacional.

Boa pesquisa!

Kedson Macedo
Presidente da Confebras e Diretor Executivo na Cooperforte