Último dia de Concred trouxe temas conectados com a realidade das cooperativas

Bernardinho fecha a programação com dicas de motivação e gestão de equipes  

Assim como nos demais dias, o último dia do 13º Concred Digital trouxe grandes lições para os participantes.  As palestras giraram em torno de temas relevantes na atualidade e que têm grande conexão com o dia a dia das cooperativas de crédito, como o ESG (Environmental, Social and Governance, em português Ambiental, Social e Governança), os desafios do mundo corporativo pós-pandemia, e a necessidade de maior inclusão e equidade de gêneros nas organizações.  

Outro grande destaque foi a palestra que fechou o evento, Estratégia e Motivação”, com o ex-técnico da seleção brasileira de vôlei, Bernardinho. A seguir você confere os principais momentos! 

O dia começou com uma instigante palestra de Ricardo Guimarães. Reconhecido por dar apoio estratégico a grandes marcas, o consultor destacou o cenário de imprevisibilidade que caracteriza o atual mundo corporativo e a importância do investimento em identidade e valores intangíveis, como confiança, integridade e valor de mercado.  

Estamos vivendo as dores do parto de uma nova sociedade, que está rompendo com o padrão industrial. É um processo de humanização. As empresas precisam se entender como organismos vivos, interativos, integrados a todo um ecossistema. O grande diferencial está na aptidão para interagir com os cenários que se apresentam e suas ameaças. Um norte que o cooperativismo pratica como uma maneira de reorganizar a sociedade a partir das pessoas.”. 

Esta abordagem foi reforçada em seguida pelo teólogo e filósofo Zeca de Mello, na palestra “Aprender, Desaprender e Reaprender: desafio para pessoas e organizações”. O palestrante provocou uma reflexão sobre a inadequação dos modelos tradicionais de educação para um mundo que nos desafia a lidar com tantas incertezas.  

Toda crise é um banho de lucidez. E isso é o que estamos vivendo. É preciso saber desaprender, desapegar do antigo e conhecido jeito de fazer as coisas. Esse caminho envolve uma coragem percebida no movimento cooperativista, que tem um DNA de curiosidade, imaginação e preocupação genuína com o outro.”. 

No vídeo, Zeca explica mais sobre aprender, desaprender e reaprender:

A necessidade de se adaptar às transformações tecnológicas, especialmente nos tempos em que vivemos, foi a tônica da contagiante palestra “Estamos na Era da Adaptualização”, apresentada pelo consultor de comunicação Dado Schneider 

Para o estudioso do comportamento humano, hoje é imprescindível que adultos entendam como fundamentais a adaptação e a atualização, uma vez que a pandemia, principalmente, obrigou a geração nascida entre os anos de 1960 a 1970 a mergulhar na era digital.  

“É um caminho sem volta, se você estiver fora da internet não sobreviverá neste mundo em que as mudanças estão cada vez mais aceleradas.”. 

Saiba mais sobre o conceito de “adaptualização” no vídeo gravado por Dado: 

Na parte da tarde, um dos momentos de destaque foi o Painel Mulheres com Propósito, sob o tema “Liderança feminina: por um futuro igualitário”. A apresentação, que propôs uma importante discussão sobre empoderamento e presença feminina em posições de liderança, teve como convidadas a consultora de empresas, Alexandra Loras, e a economista e fundadora do hub “O Futuro das Coisas”, Lilia Porto. 

Ex-consulesa da França em São Paulo e atuando há mais de 20 anos na área de transformação pessoal e empresarial para o reequilíbrio da diversidade étnico-racial de diversas organizações, Alexandra destacou dados importantes, como por exemplo que a população feminina movimenta em renda própria R$ 2,3 trilhões por ano.  

É importante percebermos o quanto a sociedade está perdendo quando ela não está incluindo a diversidade.”. 

Números que demonstram a importância da presença feminina nos espaços de trabalho também foram apresentados nas palavras de Lilia Porto. Ela frisou que investir em inclusão e equidade de gêneros beneficia as empresas, contribuindo para mais inovação e melhor desempenho.  

“Muitas organizações e líderes já estão prestando mais atenção à ascensão feminina e à equidade. Hoje, no Brasil, 66% dos executivos estão trazendo para suas agendas essas questões como prioridade.”. 

Outro tema relevante e bastante conectado à realidade cooperativista foi abordado no talk show “A importância da pauta ESG no Futuro das Cooperativas”. Com a participação do CEO da consultoria Ideia Sustentável, Ricardo Voltolini, e da professora doutora em gestão ambiental, Maria Flávia Bastos, o assunto foi desenvolvido com muita propriedade e agradou muito a audiência. 

As cooperativas já são exemplos de boas práticas ligadas ao ESG, já estão “do lado do bem da força” (fazendo analogia aos filmes da franquia Star Wars). Mas não podem se acomodar, têm de estimular os jovens, cooperados ou não. Têm de ser o exemplo das mudanças que querem ver.” – Ricardo Voltolini

Para Maria Flávia, as cooperativas oferecem à nova geração propósitos e isso é um grande diferencial.  

As cooperativas não são apenas um modelo de negócio, e sim a forma em que muitos jovens querem viver.”. 

No encerramento dessa edição histórica do Concred, o ex-técnico das seleções brasileiras feminina e masculina de vôlei, Bernardo Rezende – mais conhecido como Bernardinho -, trouxe importantes lições e dicas práticas a serem incorporadas à rotina das cooperativas com a palestra “Estratégia e Motivação”.  

Em sua apresentação, o treinador usou sua experiência pessoal para fazer paralelos entre gestão de equipes esportivas e o movimento cooperativista.  

“Nada mais do que dissermos vai inspirar as pessoas tanto quanto o que fazemos.”.  

“Líderes estimulam o inconformismo. Há sempre margem de melhora.”. 

“Não existe crescimento acompanhado de conforto.”. 

“O vencedor é apenas um perdedor que tentou mais uma vez.”. 

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