Mais um pouco do inesquecível 13º Concred Digital

Chegou a vez de falar do dia 19 de agosto no Congresso Brasileiro de Cooperativismo de Crédito de 2021, em formato 100% on-line. Apresentando inúmeras possibilidades, a programação apontou para os caminhos futuros a partir da visão de especialistas que, com olhar apurado, trouxeram em suas palestras importantes mudanças de perspectiva para os negócios e para as pessoas. 

O segundo dia do evento começou com a palestra “Recuperação Econômica do Brasil”. O assunto foi abordado num dinâmico momento dedicado à troca de ideias entre o palestrante, autor e ex-presidente do Banco Central, Gustavo Loyola, e o economista, além de jornalista e educador financeiro, Luís Artur Nogueira 

Eles traçaram um interessante panorama e debateram as principais tendências e projeções econômicas mundiais e nacionais, destacando o papel do Cooperativismo Financeiro. 

“A economia global está muito impulsionada. Espera-se um crescimento de 6% neste ano. Mas há dois riscos. O primeiro é a Covid, ainda há dúvida sobre como a pandemia vai se comportar nos próximos meses. E com as economias aquecidas, a tendência é de agravamento da inflação, o que pode provocar aumento de juros e efeito negativo para o Brasil.”  Gustavo Loyola 

“O grande desafio que se impõe é superar a desigualdade. O cooperativismo tem uma chance de ouro nesse quesito e pode ganhar fatias de mercado, incorporar tecnologia e fazer das cooperativas escolas de educação financeira. Por fim, será possível aproveitar ainda mais o diferencial da presença em pequenos municípios, que é muito importante para o movimento.” – Luís Artur Nogueira 

Seguindo a linha de traçar panoramas futuros por um Cooperativismo Financeiro antenado no que está por vir, a manhã seguiu com a palestra de Ligia Zotini Mazurkiewicz. A pesquisadora de cenários futuros falou sobre “Um dia em 2037: o futuro é agora”, projetando a rotina vivenciada por uma mulher, daqui a 16 anos. 

“O futuro é plural, tem muitas possibilidades e é ligado às ferramentas tecnológicas. Tecnologias encontram pessoas, criando tendências. Todas as vezes que as tecnologias estão massivas, inventamos novas formas de existir. (…) Não é mais sobre realidade virtual, mas sobre virtualidade real.” – Ligia Zotini Mazurkiewicz 

O Painel dos Sistemas (Sicoob/Sicredi/Unicred/Cresol/Ailos) fechou a programação da manhã. Sob a condução da executiva Claudia Leite, lideranças dos principais sistemas cooperativos brasileiros debateram a importância das políticas de ESG, apresentando as boas práticas implementadas na rotina institucional de suas filiadas.  

Os participantes foram Ivo Bracht, diretor executivo do Sistema Ailos; Cledir Magri, presidente da Cresol Confederação; Romeo Balzan, superintendente da Fundação Sicredi e José Maria de Azevedo, presidente da Unicred do Brasil. 

O perfil do sistema cooperativo de crédito continuou sendo traçado à tarde, no painel “Cooperativas Singulares Independentes e a questão sistêmica: desafios e perspectivas”, no qual foi analisado o cenário de atuação e apresentadas relevantes estatísticas sobre as instituições desse perfil.  

A mediação ficou a cargo do conselheiro e ex-presidente da Confebras, Kedson Macedo. Participaram o consultor e especialista em Cooperativismo de Crédito, Lúcio César de Faria, o consultor em inteligência de mercado às cooperativas, José Afonso Queiroz, e o presidente da FNCC, Ivo Lara. 

Foi o start de um rico e diversificado turno de programação nos diferentes espaços virtuais oferecidos aos congressistas. A plenária principal e as três salas paralelas, nas quais ocorreu o Concred Experience, respiraram inspiração e inovação.  

A Lei Geral de Proteção de Dados, políticas de marketing, transformação digital, cibersegurança, inovação em meios de pagamento, o futuro do trabalho, estratégias de customer experience, a “mente do futuro” e o cooperativismo de plataforma estiveram em pauta.  

Outro ponto alto foi o Painel Banco Central, sobre PIX, Open Banking e Sustentabilidade.  

“A indústria de pagamentos prenuncia uma revolução que nós vamos viver em todos os nossos produtos.” – Marco Aurélio Borges de Almada Abreu, diretor-presidente da Diretoria Executiva do Bancoob 

“O setor cooperativista é basilar e muito importante para o desenvolvimento do PIX, como também para o desenvolvimento de todo o Sistema Financeiro.” – Angelo José Mont’Alverne Duarte – chefe do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central do Brasil 

No fechamento desse dia tão produtivo, uma palestra sobre a “Calma no Caos”. Pedro Aihara, tenente do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, conhecido pelo trabalho no rompimento da barragem de Brumadinho, fez um paralelo entre situações enfrentadas durante aquela tragédia e as dificuldades que todos atravessamos no dia a dia da vida profissional. 

“Na verdade, o que as pessoas querem quando elas ligam para o Corpo de Bombeiros, ou ao procurar o seu serviço, a sua cooperativa, é solução e esperança.” – Pedro Aihara 

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