Tendências do Mundo Tecnológico

Amigos, compartilho com vocês a matéria abaixo, escrita pelo consultor Marcelo Minutti (www.marcelominutti.com.br), especialista em transformação digital — e que tem sido um grande parceiro no processo de inovação da Cooperforte –, por apresentar conteúdo visionário e também por conter ingredientes que nos alertam para a grande revolução tecnológica que estamos vivendo e o que está por vir. Será que estamos realmente preparados para absorver esse “tsunami” no nosso negócio?

“Olá, Kedson. Bom dia!
Como sabe, tenho dedicado os últimos anos a identificar e analisar sinais de forças emergentes que tenham alto potencial de serem disruptivas para vários setores. Fazendo um recorte apenas do setor financeiro, é possível apontar algumas tendências que devem impactar as empresas desse setor em um futuro próximo. Para chegar a essa lista, além das minhas próprias experiências e estudos, utilizei como base alguns eventos setoriais relevantes e as últimas edições do SXSW das quais participei.

Fragmentação da vida financeira

O crescimento das Fintechs, com serviços específicos e direcionados, aponta para uma tendência de fragmentação cada vez maior da vida financeira do cliente entre múltiplos prestadores de serviços financeiros. A facilidade de aderir a serviços que antes eram apenas prestados por bancos e empresas financeiras tradicionais deve fazer com que muitos clientes solucionem suas diferentes necessidades financeiras por meio de diferentes prestadores de serviço (ex.: previdência, seguros, conta salário, investimentos, microcrédito e cartão de crédito fornecidos por empresas diferentes). Nesse contexto, para criar valor significativo para seus clientes, empresas financeiras deverão ser mais do que apenas processadoras de transações e pensar a jornada do consumidor de maneira mais ampla e profunda.

Open Banking

Para acompanhar a velocidade das mudanças e se manterem relevantes para os clientes, muitas empresas estão avaliando e testando iniciativas de Open Banking. Esse modelo permite que organizações financeiras colaborem com parceiros na oferta de experiências únicas e mais completas para seus clientes. Um exemplo desse movimento é o Citi, que, por meio de uma arquitetura de TI aberta (Global API Developer Hub), permite que desenvolvedores acessem serviços do banco e os integrem aos seus próprios serviços (ex.: site de e-commerce que oferece microcrédito integrado ao processo de compra). Essa tendência explora o melhor dos bancos tradicionais (base de clientes, expertise regulatória, capital, rede de atendimento) e das Fintechs (inovação, agilidade, soluções segmentadas) na entrega de soluções de alto impacto na vida financeira dos clientes.

Simplificação eficaz

Serviços financeiros que facilitam a vida de seus clientes (reduzindo o tempo gasto ou o esforço exigido) tendem a ganhar mais atenção dos consumidores. Já existem alguns prestadores de serviços financeiros explorando essa tendência ao oferecer, entre outras coisas, abertura de contas online com quase nenhuma burocracia. Novas tecnologias de segurança digital (detecção de face e impressão digital, por exemplo) e o uso cada vez maior de dispositivos móveis devem acelerar esse processo (ex.: cartão de crédito sem tarifas e com faturas fáceis de entender).

Experiências personalizadas 

De maneira geral, serviços financeiros nunca foram muito personalizáveis, usando, na maioria dos casos, uma lógica de mercado de massa nas interações com seus clientes. Com as possibilidades oferecidas pela combinação adequada de tecnologias de Big Data, Internet of Things e Machine Learning, será possível oferecer experiências únicas e personalizadas que aumentem de forma significativa a fidelização e a oferta de serviços.

Transações sem intermediários

Movimentos da indústria financeira indicam uma forte tendência de disrupção no modelo de intermediação de transações. De maneira geral, esses movimentos têm focado em uma das principais virtudes da tecnologia Blockchain, que permite a pessoas e empresas realizarem transações (financeiras ou não) com altos níveis de confiança em ambientes de baixa confiança. Diante desse cenário, negócios baseados em intermediação de transações precisarão se reinventar, pois a arquitetura de registros distribuídos do Blockchain tem como pilar principal a desintermediação. Agregar valor com serviços que vão além da simples intermediação de transações parece um caminho sólido para manter a relevância junto aos clientes e se adaptar às mudanças que estão chegando.

De maneira geral, essas são as principais forças disruptivas do setor financeiro com alto potencial para se transformarem em tendências nos próximos anos.”
Todos esses temas precisam ser debatidos com nossas equipes e avaliados os reflexos nos negócios e atendimento aos clientes/associados.

Boa reflexão!

Kedson Macedo
Presidente da Confebras
Diretor Executivo na Cooperforte

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